sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Operação integrada prende quadrilha que assaltava em rodovias

Operação integrada prende quadrilha que assaltava em rodovias

Organização criminosa agia em Alagoas e Pernambuco
Operação integrada prende quadrilha que assaltava em rodovias
Vinte e uma pessoas foram presas, na manhã da última quarta-feira (26), acusadas de integrar uma organização criminosa que agia praticando assaltos em diversos municípios nos estados de Alagoas e de Pernambuco. O principal alvo da quadrilha eram comerciantes que compram e vendem confecções e que negociam gado. Armas, munições, drogas e veículos roubados foram apreendidos com os criminosos.

Cerca de 250 policiais rodoviários federais, militares e civis dos dois estados, além do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (GECOC) do Ministério Público (MP/AL) participaram do cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

A ação integrada ainda envolveu as Secretarias de Defesa Social e de Ressocialização dos dois estados, além dos Ministérios Públicos estaduais e da 17ª Vara Criminal de Alagoas.

As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Garanhuns, Lajedo, Agrestina, Jurema, Panelas e Caruaru, em Pernambuco, e também em Maceió e União dos Palmares, em Alagoas.
A quadrilha presa é considerada muito perigosa devido a quantidade de pessoas envolvidas e ousadia na prática de seus crimes.

Com os presos foram apreendidas 18 armas de diversos calibres, 772 munições, 21kg de maconha, 640g de crack, 3 veículos com ocorrência de roubo recuperados, 2 documentos falsos, R$ 1.592,00 em espécie e R$ 3. 272,00 em cheque.

Estima-se que nos últimos quatro meses os produtos roubados já ultrapassam a quantia de R$ 1 milhão.

ENTENDA COMO A QUADRILHA AGIA
As principais características da quadrilha presa durante a Operação Hermes são a organização do grupo e a divisão de tarefas entre os integrantes. Havia aqueles que guardavam as armas, os que escondiam e receptavam o produto do crime, os que forneciam munições e também os que agiam diretamente nos assaltos. Para encobrir os ilícitos eles ainda usavam documentos falsos e placas frias.

Antes de praticar qualquer roubo, eles planejavam a ação e chegavam a estudar os alvos, observando horários de deslocamento e companhias. O planejamento também girava em torno da preparação para um possível confronto com a polícia ou reação das vítimas, usando coletes balísticos e colocando placas de aço nas carrocerias dos automóveis e nos capacetes utilizados pelo bando para se protegerem de possíveis disparos de armas de fogo.

Há pelo menos quatro registros de troca de tiros entre os integrantes e a polícia entre os meses de março e julho de 2015, e de um latrocínio, que ocorreu em Quipapá/PE, em 13 de julho. Nesse último crime, o motorista de uma Van foi executado ao sacar uma arma e disparar em direção ao líder do bando, que estava de colete. Após ser atingido, o cabeça da quadrilha deu três tiros na vítima, que morreu no local.

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